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Até ao fim de 2007 três milhões de pessoas, nos países mais pobres, terão acesso ao tratamento contra o VIH
Segundo um relatório de 2 de Junho de 2008 estima-se que três milhões de pessoas seropositivas, em países com baixos e médios rendimentos, foram medicadas com terapêutica anti-retroviral até ao final de 2007. Embora isto seja considerado um resultado “notável” em termos de saúde pública, significa no entanto na realidade, que nos países mais pobres, menos de um terço dos mais de nove milhões de doentes a necessitar tratamento anti-retroviral está a ser tratado.
Outros progressos encorajadores referidos no relatório preparado pela Organização Mundial da Saúde, ONUSIDA e UNICEF são o acesso alargado às intervenções de prevenção da transmissão do VIH de mãe para filho e níveis crescentes de realização de testes de despistagem de VIH e aconselhamento.
No entanto, o relatório Towards Universal Access: Scaling Up Priority HIV/AIDS Interventions in the Health Sector (Em direcção ao Acesso Universal: Prioridades das Intervenções contra o VIH/SIDA no Sector da Saúde) mostrou que há obstáculos significativos no caminho para proporcionar tratamento anti-retroviral aos que mais necessitam.
A disponibilização da terapêutica anti-retroviral a três milhões de pessoas até ao final de 2007 significa que o objectivo da iniciativa dos “3 até 5”, ou seja, de proporcionar até o final de 2005 medicamentos anti-retrovirais a 3 milhões de pessoas em países com rendimento médio e baixo foi alcançado, embora dois anos mais tarde.
Segundo a Dr.ª Margaret Chan, Directora Geral da OMS “Isto representa um resultado notável para a saúde pública”. Acrescentou que a disponibilização do tratamento anti-retroviral a um número tão elevado de pessoas “prova que com o compromisso e a determinação podem-se superar todos os obstáculos”.
A Dr.ª Chan enfatizou muito o racional económico de expandir o tratamento anti-retroviral, comentando que “as pessoas que vivem em ambientes com recursos limitados podem voltar a ter uma vida económica e socialmente produtiva com estes medicamentos.”
Estima-se que, em 2007, 950.000 doentes adicionais receberam tratamento anti-retroviral em comparação com o ano anterior. Esta expansão, de quase 33% no acesso ao tratamento anti-retroviral num único ano, foi atribuída a uma série de factores, em particular à maior disponibilidade dos medicamentos, especialmente por causa da redução significativa dos preços. De acordo com o relatório, os sistemas de saúde também estão mais eficazes na disponibilização da terapêutica anti-retroviral em doses fixas.
Também em 2007, 500.000 mulheres seropositivas tiveram acesso ao tratamento de prevenção da transmissão do VIH aos seus filhos, um aumento de 350.000 em relação ao ano anterior. Houve também um aumento, em 2007, no número de crianças tratadas com anti-retrovirais, 200.000 em comparação com 127.000 em 2006.
Segundo Ann Veneman da UNICEF “Está-se a verificar um progresso encorajador na prevenção da transmissão do VIH de mãe para filho”, acrescentando que “este relatório deveria motivar-nos a concentrar e a redobrar os nossos esforços a favor das crianças e famílias afectadas pelo VIH”.
O Dr. Peter Piot da UNAIDS também está optimista em relação aos factos constatados no relatório, dizendo que “evidencia o que pode ser conseguido apesar das restrições que os países enfrentam e é um verdadeiro passo em direcção ao acesso universal à prevenção, tratamento e apoio.”
O relatório também nota um maior compromisso em relação à circuncisão masculina em alguns países da África Subsariana, uma intervenção que alguns trabalhadores no âmbito da prevenção acreditam poder reduzir significativamente o risco da infecção pelo VIH nos homens.
Mas o optimismo do relatório é moderado pelo reconhecimento das dificuldades que impedem um acesso mais alargado ao tratamento anti-retroviral. Em particular, os autores notam que há ainda um grande número de doentes não diagnosticados em muitos países com recursos limitados. Adicionalmente, um número significativo de doentes são diagnosticados para o VIH tão tarde que não conseguem beneficiar do tratamento anti-retroviral e morrem nos primeiros seis meses de tratamento, antes de o tratamento poder actuar.
O relatório também constatou que alguns doentes não conseguem ter benefícios duradouros do tratamento anti-retroviral porque os sistemas de saúde os deixam escapar.
Adicionalmente e embora a tuberculose (TB) seja a primeira causa de doença e morte nas pessoas seropositivas, os serviços de tratamento para o VIH e a TB raramente estão integrados. Segundo o relatório tal provoca muitas mortes evitáveis.
Sistemas de saúde frágeis, com falta de instalações e de pessoal essencial, são uma ameaça à expansão ulterior do acesso ao tratamento anti-retroviral. O relatório sublinha que muitos dos países mais duramente atingidos pelo VIH são também afectados pela “fuga de cérebros”, uma vez que o pessoal especializado está a ser recrutado por países mais ricos.
Segundo Peter Piot, da UNAIDS, “Os países e a comunidade internacional devem agora…trabalhar em conjunto para reforçar quer a prevenção, quer o acesso ao tratamento”.
Outros progressos encorajadores referidos no relatório preparado pela Organização Mundial da Saúde, ONUSIDA e UNICEF são o acesso alargado às intervenções de prevenção da transmissão do VIH de mãe para filho e níveis crescentes de realização de testes de despistagem de VIH e aconselhamento.
No entanto, o relatório Towards Universal Access: Scaling Up Priority HIV/AIDS Interventions in the Health Sector (Em direcção ao Acesso Universal: Prioridades das Intervenções contra o VIH/SIDA no Sector da Saúde) mostrou que há obstáculos significativos no caminho para proporcionar tratamento anti-retroviral aos que mais necessitam.
A disponibilização da terapêutica anti-retroviral a três milhões de pessoas até ao final de 2007 significa que o objectivo da iniciativa dos “3 até 5”, ou seja, de proporcionar até o final de 2005 medicamentos anti-retrovirais a 3 milhões de pessoas em países com rendimento médio e baixo foi alcançado, embora dois anos mais tarde.
Segundo a Dr.ª Margaret Chan, Directora Geral da OMS “Isto representa um resultado notável para a saúde pública”. Acrescentou que a disponibilização do tratamento anti-retroviral a um número tão elevado de pessoas “prova que com o compromisso e a determinação podem-se superar todos os obstáculos”.
A Dr.ª Chan enfatizou muito o racional económico de expandir o tratamento anti-retroviral, comentando que “as pessoas que vivem em ambientes com recursos limitados podem voltar a ter uma vida económica e socialmente produtiva com estes medicamentos.”
Estima-se que, em 2007, 950.000 doentes adicionais receberam tratamento anti-retroviral em comparação com o ano anterior. Esta expansão, de quase 33% no acesso ao tratamento anti-retroviral num único ano, foi atribuída a uma série de factores, em particular à maior disponibilidade dos medicamentos, especialmente por causa da redução significativa dos preços. De acordo com o relatório, os sistemas de saúde também estão mais eficazes na disponibilização da terapêutica anti-retroviral em doses fixas.
Também em 2007, 500.000 mulheres seropositivas tiveram acesso ao tratamento de prevenção da transmissão do VIH aos seus filhos, um aumento de 350.000 em relação ao ano anterior. Houve também um aumento, em 2007, no número de crianças tratadas com anti-retrovirais, 200.000 em comparação com 127.000 em 2006.
Segundo Ann Veneman da UNICEF “Está-se a verificar um progresso encorajador na prevenção da transmissão do VIH de mãe para filho”, acrescentando que “este relatório deveria motivar-nos a concentrar e a redobrar os nossos esforços a favor das crianças e famílias afectadas pelo VIH”.
O Dr. Peter Piot da UNAIDS também está optimista em relação aos factos constatados no relatório, dizendo que “evidencia o que pode ser conseguido apesar das restrições que os países enfrentam e é um verdadeiro passo em direcção ao acesso universal à prevenção, tratamento e apoio.”
O relatório também nota um maior compromisso em relação à circuncisão masculina em alguns países da África Subsariana, uma intervenção que alguns trabalhadores no âmbito da prevenção acreditam poder reduzir significativamente o risco da infecção pelo VIH nos homens.
Mas o optimismo do relatório é moderado pelo reconhecimento das dificuldades que impedem um acesso mais alargado ao tratamento anti-retroviral. Em particular, os autores notam que há ainda um grande número de doentes não diagnosticados em muitos países com recursos limitados. Adicionalmente, um número significativo de doentes são diagnosticados para o VIH tão tarde que não conseguem beneficiar do tratamento anti-retroviral e morrem nos primeiros seis meses de tratamento, antes de o tratamento poder actuar.
O relatório também constatou que alguns doentes não conseguem ter benefícios duradouros do tratamento anti-retroviral porque os sistemas de saúde os deixam escapar.
Adicionalmente e embora a tuberculose (TB) seja a primeira causa de doença e morte nas pessoas seropositivas, os serviços de tratamento para o VIH e a TB raramente estão integrados. Segundo o relatório tal provoca muitas mortes evitáveis.
Sistemas de saúde frágeis, com falta de instalações e de pessoal essencial, são uma ameaça à expansão ulterior do acesso ao tratamento anti-retroviral. O relatório sublinha que muitos dos países mais duramente atingidos pelo VIH são também afectados pela “fuga de cérebros”, uma vez que o pessoal especializado está a ser recrutado por países mais ricos.
Segundo Peter Piot, da UNAIDS, “Os países e a comunidade internacional devem agora…trabalhar em conjunto para reforçar quer a prevenção, quer o acesso ao tratamento”.
